"Manter a eterna juventude ,é não ter medo de começar algo novo com medo de não terminar".
(texto de 1990-autor desconhecido)
A vida nos reserva emoções extraordinárias a cada curva do destino.
A velocidade que os tempos modernos impõe , todavia impede a indispensável parada para refletir sobre tais emoções e principalmente , sobre os fatos e pessoas nelas envolvidas.
Eis aí um problema sério , porque , a medida que atropelamos sentimentos em benefício da atividade profissional , por mais trepidamente que ela seja , é possível que , ao final da caminhada , tenhamos armado maravilhosas construções , porém desabitadas.
A luta que o trabalho e as obrigações determinam frequentemente nos afasta dos amigos , nos inibe o cultivo das relações humanas que mais gratificam.
É para essa mocidade , em cuja capacidade de determinação depositamos nossas esperanças , que coisas devem ser enfatizadas.
A primeira delas é que a juventude tem como bandeira natural a incessante busca da liberdade , da justiça e do amor.
Assim , é possível manter-se a juventude eternamente , desde que mantenha desfraldada tal bandeira.E desde que nunca se desista de iniciar alguma nova empreitada sob a alegação de que não haverá tempo de terminá-la.
A segunda me foi ensinada por um velho amigo , Rui de Oliveira , mestre das coisas da vida , então diretor Administrativo da Secretaria da Agricultura de São Paulo.Ele dizia que "A experiência é a soma dos fracassos ". Assim , o jovem não deve temer a experiência dos mais velhos , até porque ela é sempre a cicatriz dos desastres e dos revezes , e dói. Deve , isto sim , respeitar essa experiência como se respeitam os feridos nas guerras em defesa das boas causas , procurando aprender com eles como evitat ferir-se.
A terceira é sobre o erro.Errar é consequência da decisão e portanto não há porque envergonhar-se do erro , se involuntário.Pior , muito pior , é a omissão e não decidir , por medo do erro.Porque isso faz do homem o objeto da vida e não seu sujeito , o que é , no mínimo uma renuncia pouco recomendável.
A quarta é sobre a brevidade da existência . A lição porém pode ter uma interpretação nova : a de que cada segundo deve ser vivido intensamente.Não como se fosse o último , o que seria angustiante ; mas como se fosse o primeiro de todos , a revelação dos outros , a semeadura do que se colherá mais a frente.E assim também , pode-se escapar do mais negativo dos sentimentos , que é a saudade. Porque saudade é o espaço não ocupado na hora certa.O indivíduo que aos 60 anos gostaria de voltar aos 20 anos não fez aos 20 o que deveria ter feito.Ficou um vácuo.Não viveu tudo na hora certa.Bom é a nostalgia do passado , lembrar com prazer de tudo o que se fez , e não a desesperante ansiedade de voltar , que a saudade representa tão diretamente.
A quinta e última , é outra lição de Rui de Oliveira : "Quando você estiver subindo na vida , trate bem a todos que encontrar , porque você vai encontrá-los de novo quando estiver descendo", dizia o grande amigo de cuja companhia a louva atividade me privou.
Rui de Oliveira , morreu , nesse dia nascia em nós , a alegria reafirmada que um dia poderemos repetir e passar aos jovens do mundo , seu ensinamentos e tenho certeza de que para encerrar esse artigo ele ensinaria : "Mais vale passar a vida construindo um barracão de zinco e nele viver envolto de calor humano , do que edificar um palácio de ouro , vazio de emoções".
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